FRESQUITO –
(De cavalo
de tálo)
Oh sertão doido esse meu,
aqui tem de tudo, eu disconheço um interior do sertão que num tenha uma
instoria quaisquer pra contar desde conto de assombração, instoria de caçador,
de corno, galã, cabra valente, mole, instoria de mocinha bonita, coronel que
manda em tudo, defunto e cangaceiro (Rir). É instoria pra não se acabar mais,
basta só dá uma voltinha a pé ou de bicicleta no interior de tardizinha. (Entram todos do
elenco) Você vê a
negrada toda assentada nas calçada das ruas, falando e fazendo tudo que você
pode imaginar. Mais num inxisti um lugar melhor nesse mundo do que o interior
da gente, to pra vê, e pode inventar o que
for, mais as coisas incrive que acontece só acontece no interior. E
cumadi vai e cumadi vem... É cumpade que vai é cumpadi que vem... Não
importa o parentesco, essas coisa só acuntece e é só no interior que tem.
Música – Raízes do
Nordeste
No meu sertão tem de tudo
De bom que se possa imaginar
Tem um sol clareando
La onde canta o sabiá
Tem a bondade nos olhos
De um homem trabalhador
Que usa chapéu de palha
Com humildade, sim senhor
No meu sertão xique-xique
É a bandeira do nordeste
Tem forró, vaquejada, xote
Baião de leste a oeste
Tem a bondade nos olhos
De um homem trabalhador
Que usa chapéu de palha
Com humildade sim senhor
Mas apague a lamparina
Deixe o lampião
Lampião de Virgulino
Ninguém bole não
Já pensou no reboliço
Que aqui pode dar
Se apagar o lampião
A coisa vai mudar...
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